segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Transtorno alimentar seletivo
A maioria das pessoas tem alguma restrição em sua dieta. Há aqueles que não gostam de espinafre ou de tomate, e também alguns que preferem não comer carne vermelha. É absolutamente normal que cada pessoa não goste particularmente de algum alimento. Porém, para um grupo de pessoas, a restrição da variedade de alimentos é tão forte que causa um importante impacto em suas vidas. Esses indivíduos são portadores do Transtorno Alimentar Seletivo.
O que é o Transtorno Alimentar Seletivo?
Embora não existam critérios formais, e não esteja atualmente incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), o Transtorno Alimentar Seletivo é um distúrbio que se caracteriza pela rejeição a muitos alimentos, ficando a dieta restrita a cerca de 10 tipos de comida, geralmente carboidratos, alimentos ricos em açúcar e os processados. A criança seletiva manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite (relatado) e desinteresse pelo alimento, características constatadas em um estudo sueco com 240 escolares. Geralmente, há uma grande aversão a frutas, legumes e verduras. Além da restrição alimentar, há uma recusa em experimentar novos alimentos. É mais comum em crianças portadoras de Autismo ou Transtornos de Ansiedade, embora não esteja restrito a esses grupos.
Quais são as causas desse distúrbio?
Os cientistas apontam que há componentes biológicos e psicológicos na etiologia desse transtorno. Alguns estudos levantam que essas pessoas poderiam ter um paladar muito aguçado, o que provoca essa rejeição a sabores mais fortes; por outro lado, outros estudos mostram que a rejeição a determinados alimentos se dá muito mais por outras vias sensoriais e não pelo gosto, por exemplo, não gostar do cheiro ou da aparência de um alimento. Em relação ao aspecto psicológico, alguns indivíduos podem associar emoções negativas à alguns alimentos, por exemplo, um mal estar físico causado pela comida, como engasgos ou problemas gastrintestinais. As razões desse comportamento são bastante complexas, devido às interações de características familiares e de contextos sociais. Estudo recente sobre o aspecto psicológico da queixa materna "meu filho não come" revela que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em termos causais: se nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança.
Quais são os impactos para a saúde da pessoa?
Os impactos se dão a nível biopsicossocial. Ao restringir demais a dieta, o paciente pode sofrer deficiência de diversos nutrientes, desencadeando outros problemas de saúde. Como a maioria das situações sociais envolve comida (uma festa, um jantar de confraternização, um encontro com amigos), esses eventos se tornam uma fonte de estresse para o indivíduo, principalmente pela vergonha em estar fora do padrão alimentar normal. Ao evitar a interação social, surge um impacto no campo emocional, deixando a pessoa mais vulnerável a quadros de depressão e ansiedade.
Há alguma semelhança entre esse transtorno e problemas como Anorexia ou Bulimia?
Embora essas patologias pertençam ao grupo dos transtornos alimentares, há diferenças entre elas. Esses pacientes não têm uma preocupação com o peso e com o corpo, característica essencial da Anorexia e da Bulimia. O Transtorno Alimentar Seletivo pode ter sintomas associados com o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e com a Fobia, devido o medo intenso de comer determinadas coisas.
Qual a participação do ambiente na seletividade alimentar?
A participação da mãe no processo da alimentação da criança é de fundamental importância, embora as ações de outros familiares - pais e avós, tenham repercussões igualmente importantes. Mães com histórico de depressão e transtornos alimentares e pais exigentes tendem a apresentar filhos com maior risco de padrões alimentares inadequados. É frequente que mães inseguras procurem um profissional da saúde apresentando-se mobilizadas pela angústia de "não saber o que fazer para alimentar o filho". Outras vezes, pais autoritários - que controlam horários, quantidades e qualidade das refeições, induzem-os a uma relação de dependência, com dificuldade em experimentar novos desafios e, entre eles, experimentar novos alimentos. Por outro lado, frente ao controle exagerados dos pais, observa-se que algumas crianças podem se tornar desafiadoras e utilizar da alimentação para fazer apenas o que lhes apetece, recusando a interferência da família na alimentação.
Existe tratamento para esse transtorno?
O tratamento deve ser composto por profissionais como o médico pediatra em crianças e clínico para casos adultos, o nutricionista – para orientar o paciente quanto à importância nutricional –, o psicólogo – visto que muitos problemas alimentares são decorrentes de conflitos intra familiares que se explicitam no âmbito alimentar, e em alguns casos, o psiquiatra – para medicar o paciente no sentido de diminuir os sintomas de ansiedade.
As refeições em família devem ser momentos prazerosos, e acontecer de modo regular para que as crianças possam observar outras pessoas consumindo uma variedade de alimentos. É importante que a criança veja a diversidade de opções, cada alimento com suas cores e aromas, para aprender a lidar com suas preferências. Também é fundamental orientar a família e os amigos que o pacientes não está “com frescura”, fazendo isso de propósito; trata-se de uma real dificuldade, e o comedor seletivo precisa se sentir seguro para tentar algo novo, sem a garantia de que vai gostar. Cada caso de seletividade alimentar tem suas peculiaridades, requer orientação individualizada, segundo as características específicas do paciente, da família e do meio.
Referências bibliográficas
Andrade TM, Moraes DEB, Campos ALR, Lopez FA. Crianças que não comem: um estudo psicológico da queixa materna. Rev Paul Pediatr 2002;1:30-6.Manikan R; Perman JA. Pediatric feeding disorders. J Clin Gastroenterol 2000; 30:34-46.
Kachani, A.T. (e cols). Seletividade alimentar da criança. Em: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1096/body/07.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Selective_eating_disorder
http://uktv.co.uk/really/item/aid/614285
Do site: plenamente.com.br
domingo, 28 de outubro de 2012
Relacionamentos
A cada dia que se passa se torna mais difícil saber em quem se pode confiar, as relações a cada dia se tornam mais superficiais, temos pouco diálogo e vivemos em um mundo em que tudo pode. Por mais que seja mais fácil se relacionar com novos parceiros, a relação se torna descartável e qualquer dificuldade que surge abre-se mão da relação.
Será que quando isso ocorre estamos conscientes do que estamos fazendo?
Será que isso nos torna mais vazios?
O que eu espero de uma relação?
Como sou feliz?
Com a correria do século XXI deixamos de prestar atenção nos nossos sentimentos? Nas nossas sensações? Por onde anda os nossos pensamentos?
Vaginismo
Muitas mulheres chegam ao consultório psicológico desesperadas por se verem numa situação jamais imaginada e sem saber o que fazer.
É uma questão que é repleta de sentimentos como : vergonha, medo, tristeza, muito difícil de ser compartilhada.
Apesar de ser um tema comum, pela dificuldade de expor esse tema, muitas mulheres acham que o vaginismo só acontecem com elas ou é uma anormalidade.
Ao procurarem um ginecologista para fazer um preventivo ou ao tentarem uma relação sexual começam a sentir uma dor fora do imaginário em que não é possível a entrada de nada na vagina.
Quando começam a fazer todos os exames, a resposta é que é um problema emocional e que elas estão com uma saúde de ferro.
Muitas chegam ao psicólogo sem saber o que fazer ali e muito menos como eles irão ajuda -lás a transar sem sentir dor.
O trabalho terapêutico ajuda a mulher a começar a se dar conta do que acontece na sua vida sexual, a história da família nas questões sexuais, o histórico amoroso.
Nós, terapeutas, precisamos ajudar nosso cliente a ter uma maior consciência das suas questões, o que fazer com elas, ajudando em como fazer.
Podemos propor exercícios, melhorar a autoestima, ajudar no conhecimento do seu corpo e descristalizações das suas dificuldades.
Depois de um período, além do ato sexual a mulher também é capaz de conseguir sentir prazer e ter também a satisfação plena do ato sexual, caracterizada como orgasmo.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
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