Psicóloga

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo. Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome. Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina. Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola? As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito. Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente. Do site : http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-asperger-625099.shtml

Ciúme

Após cenas de ciúme, de perseguição e alguns escândalos, o que era para ser um caso de amor ou de companheirismo termina em desentendimento e brigas. Além dessas cenas vivenciadas serem dignas de roteiros de novela, o ciúme é um dos fatores mais comuns que desestabilizam um relacionamento. De acordo com a psicóloga Doralice Lima, este sentimento é comum como a tristeza, a alegria e a raiva, mas pode fugir das barreiras do que seria normal quando ele protagoniza uma relação e se torna patologia. De acordo com a profissional, o ciúmes em exagero nada mais é do que um sinal de que a autoestima está em níveis baixos. Entenda o vilão No relacionamento amoroso, a vontade sem limites de querer controlar o parceiro ou parceira, o costume de fantasiar situações e apenas viver em função destas ilusões são alguns dos sintomas do ciúme doentio, motivo que sufoca uma relação e coloca um ponto final ao namoro ou casamento. Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos "O passado do paciente ciumento em excesso pode contribuir para sua patologia", explica o psiquiatra Maurício Lima. Segundo o profissional, pessoas que já sentiram na pele a infeliz sensação de traição tendem a ser desconfiadas, uma vez que temem que a dor se repita. Além do ciumento sofrer com a situação, ele pode agredir o outro verbalmente, ou até mesmo partir para a agressão física - comportamentos que também ajudam a definir os níveis de compulsão. "Essas pessoas também convivem sempre com a ansiedade, depressão, insegurança, humilhação, culpa, desejo de vingança e, principalmente, uma baixa autoestima", alerta o profissional. O indivíduo também costuma alimentar de forma nociva o sentimento de posse. Nesse caso, é fundamental notar a diferença entre este comportamento sufocante e o zelo. O segundo trata-se de uma experiência saudável e apenas uma maneira de cuidar. Do site: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/12863-ciume-sinaliza-baixa-autoestima-e-pode-detonar-relacionamentos#.UP6tAB37KS8

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Transtorno alimentar seletivo

A maioria das pessoas tem alguma restrição em sua dieta. Há aqueles que não gostam de espinafre ou de tomate, e também alguns que preferem não comer carne vermelha. É absolutamente normal que cada pessoa não goste particularmente de algum alimento. Porém, para um grupo de pessoas, a restrição da variedade de alimentos é tão forte que causa um importante impacto em suas vidas. Esses indivíduos são portadores do Transtorno Alimentar Seletivo. O que é o Transtorno Alimentar Seletivo? Embora não existam critérios formais, e não esteja atualmente incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), o Transtorno Alimentar Seletivo é um distúrbio que se caracteriza pela rejeição a muitos alimentos, ficando a dieta restrita a cerca de 10 tipos de comida, geralmente carboidratos, alimentos ricos em açúcar e os processados. A criança seletiva manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite (relatado) e desinteresse pelo alimento, características constatadas em um estudo sueco com 240 escolares. Geralmente, há uma grande aversão a frutas, legumes e verduras. Além da restrição alimentar, há uma recusa em experimentar novos alimentos. É mais comum em crianças portadoras de Autismo ou Transtornos de Ansiedade, embora não esteja restrito a esses grupos. Quais são as causas desse distúrbio? Os cientistas apontam que há componentes biológicos e psicológicos na etiologia desse transtorno. Alguns estudos levantam que essas pessoas poderiam ter um paladar muito aguçado, o que provoca essa rejeição a sabores mais fortes; por outro lado, outros estudos mostram que a rejeição a determinados alimentos se dá muito mais por outras vias sensoriais e não pelo gosto, por exemplo, não gostar do cheiro ou da aparência de um alimento. Em relação ao aspecto psicológico, alguns indivíduos podem associar emoções negativas à alguns alimentos, por exemplo, um mal estar físico causado pela comida, como engasgos ou problemas gastrintestinais. As razões desse comportamento são bastante complexas, devido às interações de características familiares e de contextos sociais. Estudo recente sobre o aspecto psicológico da queixa materna "meu filho não come" revela que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em termos causais: se nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança. Quais são os impactos para a saúde da pessoa? Os impactos se dão a nível biopsicossocial. Ao restringir demais a dieta, o paciente pode sofrer deficiência de diversos nutrientes, desencadeando outros problemas de saúde. Como a maioria das situações sociais envolve comida (uma festa, um jantar de confraternização, um encontro com amigos), esses eventos se tornam uma fonte de estresse para o indivíduo, principalmente pela vergonha em estar fora do padrão alimentar normal. Ao evitar a interação social, surge um impacto no campo emocional, deixando a pessoa mais vulnerável a quadros de depressão e ansiedade. Há alguma semelhança entre esse transtorno e problemas como Anorexia ou Bulimia? Embora essas patologias pertençam ao grupo dos transtornos alimentares, há diferenças entre elas. Esses pacientes não têm uma preocupação com o peso e com o corpo, característica essencial da Anorexia e da Bulimia. O Transtorno Alimentar Seletivo pode ter sintomas associados com o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e com a Fobia, devido o medo intenso de comer determinadas coisas. Qual a participação do ambiente na seletividade alimentar? A participação da mãe no processo da alimentação da criança é de fundamental importância, embora as ações de outros familiares - pais e avós, tenham repercussões igualmente importantes. Mães com histórico de depressão e transtornos alimentares e pais exigentes tendem a apresentar filhos com maior risco de padrões alimentares inadequados. É frequente que mães inseguras procurem um profissional da saúde apresentando-se mobilizadas pela angústia de "não saber o que fazer para alimentar o filho". Outras vezes, pais autoritários - que controlam horários, quantidades e qualidade das refeições, induzem-os a uma relação de dependência, com dificuldade em experimentar novos desafios e, entre eles, experimentar novos alimentos. Por outro lado, frente ao controle exagerados dos pais, observa-se que algumas crianças podem se tornar desafiadoras e utilizar da alimentação para fazer apenas o que lhes apetece, recusando a interferência da família na alimentação. Existe tratamento para esse transtorno? O tratamento deve ser composto por profissionais como o médico pediatra em crianças e clínico para casos adultos, o nutricionista – para orientar o paciente quanto à importância nutricional –, o psicólogo – visto que muitos problemas alimentares são decorrentes de conflitos intra familiares que se explicitam no âmbito alimentar, e em alguns casos, o psiquiatra – para medicar o paciente no sentido de diminuir os sintomas de ansiedade. As refeições em família devem ser momentos prazerosos, e acontecer de modo regular para que as crianças possam observar outras pessoas consumindo uma variedade de alimentos. É importante que a criança veja a diversidade de opções, cada alimento com suas cores e aromas, para aprender a lidar com suas preferências. Também é fundamental orientar a família e os amigos que o pacientes não está “com frescura”, fazendo isso de propósito; trata-se de uma real dificuldade, e o comedor seletivo precisa se sentir seguro para tentar algo novo, sem a garantia de que vai gostar. Cada caso de seletividade alimentar tem suas peculiaridades, requer orientação individualizada, segundo as características específicas do paciente, da família e do meio. Referências bibliográficas Andrade TM, Moraes DEB, Campos ALR, Lopez FA. Crianças que não comem: um estudo psicológico da queixa materna. Rev Paul Pediatr 2002;1:30-6.Manikan R; Perman JA. Pediatric feeding disorders. J Clin Gastroenterol 2000; 30:34-46. Kachani, A.T. (e cols). Seletividade alimentar da criança. Em: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1096/body/07.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Selective_eating_disorder http://uktv.co.uk/really/item/aid/614285 Do site: plenamente.com.br